quarta-feira, 23 de junho de 2010

I Seminário Municipal por uma Escola sem homofobia




Uma escola cidadadã e com a responsabilidade para discutir a diversidade da sociedade. Foi a conclusão a que chegaram os participantes do I Seminário Municipal "Por uma escola sem homofobia", na semana passada, no auditório da Casa da Indústria. As discussões foram parte integrante da Semana do Orgulho LGBT.


Ao lado de lideranças de movimentos sociais, professores, diretores e coordenadores puderam discutir a necessidade do ensino como ferramenta contra o preconceito. Segundo o secretário adjunto da Semed, Marcelo Nascimento, a escola deve agregar ao seu conteúdo a impotância do valor da diversidade.

"É um processo de busca da humanização porque não podemos negar a diferença. Precisamos ter a disposição de lutar por um convívio democrático, já que buscamos construir uma escola cidadã", destacou.

Segundo dados apresentados, atualmente, no Brasil, muitos pais não gostariam que seus filhos convivessem com outros estudantes que tivessem orientação homossexual. Diante dessa realidade os especialistas reconhecem que isso favorece a perseguições e a discriminação. O resultado é quase sempre o afastamento das vítimas da rede escolar. "Temos a necessidade de buscar novas linguagens na escola para mudar essa visão", completou Nascimento.

Convidado pela organização do evento, o deputado estadual Paulo Fernando dos Santos (PT) lembrou a importância das ações institucionais para garantias de direitos. A época em que atuou como vereador conseguiu incluir na Lei Orgância do Município artigo sobre a orientação sexual. "Nossa luta é pela garantia do estado de direito pleno, onde possamos conviver com a tolerância e a fraternidade", disse Paulão.

Neste sentido a Semed não perdeu tempo e criou o Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual na Escola (Nudise). Ele atuará na formação dos professores para que discutam a temática com recursos didáticos e teóricos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Escola Zumbi realiza VI Seminário 13 de Maio

segunda-feira, 24 de maio de 2010




Arte e debate foram as estratégias adotadas no VI Seminário 13 de maio, realizado pela Escola Municipal Zumbi dos Palmares,no último sábado, para discutir a situação do negro na sociedade. Para contextualizar e aproximar as discussões os professores usaram como referência a situação da África do Sul, atual sede da Copa do Mundo.




Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) a direção mobilizou alunos e todos os professores da unidade. O empenho do grupo estava na decoração do ambiente com a exposição de trabalhos elaborados em sala de aula, bem como a presença de elementos artesanais alusivos a cultura negra.





Antes das palestras, professores apresentaram uma dramatização que explorou situações do contidiano, onde aconteciam manifestações racistas. Com uma linguagem simples e envolvente o público interagiu e identificou como o racismo ainda persiste na sociedade.




As discussões ficaram por conta da palestra dos professores Jeruza Louzada Duarte e do africano, professor da Faculdade Maurício de Nassau, Orlando Mendonça, que nasceu em Guiné Bissau. A professora destacou aspectos culturais e econômicos da África do Sul desde a época do regime de segregação racial, até os dias atuais. Já Orlando mostrou imagens e fez um relato do período em que esteve morando em seu país.

Na Zumbi dos Palmares a temática da cultura negra está agregada ao seu projeto pedagógico desde a sua criação. Antes mesmo da instituição da lei nº 10.639, agora modificada para lei nº 11.645/2008, que determina a obrigatoriedade do ensino da história afro-brasileira e índigena, os alunos já eram estimulados a integrarem grupos afros e debaterem a cultura negra.

Por conta do envolvimento social e da intervenção que faz junto à comunidade, um dos sonhos dos docentes é contar com um auditório. Com esta estrutura seria possível atrair e promover mais discussões, além de ampliar a participação das artes cênicas como elemento de formação.

Escola Paulo Bandeira implementa ações de valorização à Diversidade Étnico-Raciais

segunda-feira, 24 de maio de 2010




Se depender dos professores e funcionários da Escola de Ensino Fundamental Paulo Bandeira, no Benedito Bentes, os alunos desta unidade serão instruídos da melhor forma a lidar com as diferenças, em se tratando da questão, étnico-raciais, no ambiente escolar. A formação que receberam sobre o assunto vai possibilitar que professores e funcionários incluam na prática pedagógica ações que visam valorizar a cultura afro-brasileira e combater atos anti-racistas na escola.

A diversidade Ètnico Racial é tratada pela escola como um assunto sério que merece atenção especial. Sendo assim, o primeiro passo foi sensibilizar a comunidade escolar para trabalhar o assunto de forma interdisciplinar. A Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa da Diversidade Étnico Racial da Semed, Rosário de Fátima, disse que a formação teve a intenção de qualificar os educadores a trabalhar a diversidade étnica racial no contexto da sala de aula de forma planejada e didática.

“A preocupação da coordenação da escola diz respeito como os professores devem trabalhar a temática no fazer pedagógico”, destaca Rosário. Com base na Lei Nº 10.639 que trata das relações étnico-raciais que se propõe eliminar discriminações e preconceitos na escola, a coordenadora apresentou um projeto que implementa essa missão. O projeto, segundo ela, convida a comunidade escolar a se envolver com a causa, na tentativa de promover a inclusão social e cidadania no sistema educacional.

“Esse momento é uma ação de implementação desse plano”, diz Rosário fazendo alusão a lei das relações étnica raciais. “Trabalhar a questão étnico racial não é só papel do professor, mas de todos os integrantes da escola”, reforçando a tese de que todos os membros da escola devem propiciar aos alunos um lugar acolhedor com o intuito de construir a cidadania, valendo–se de estratégias para combater o preconceito a discriminação e o racismo.

O projeto esclareceu dúvidas freqüentes de como trazer para sala de aula o tema sobre uma seqüência didática, ”Teorizar é uma coisa, mas trazer pra prática é outra”, questiona a coordenadora. Sobretudo a idéia inicial do projeto é fazer um diagnóstico do aluno- traçar um perfil- para que possa conhecê-lo melhor e em cima disso elaborar estratégia de ação para combater possível ato discriminatório. Para isso os educadores poderão utilizar de alguns matérias didáticos como vídeos, livros, murais e demais planos.

A professora, Silvanei de Lima de Alcântara, do 3ª ano(2ª série) considerou importante o conhecimento sobre a prática da diversidade étnico racial no âmbito da sala de aula, “Esclareceu bastante minhas dúvidas. Não sabia como planejar. Não sabia como trabalhar isso no planejamento das aulas”, ressalta, analisando a importância da inclusão social de alunos sobre essa problemática.

5º Aniversário do NEDER com o I Seminário Municipal Por uma Escola sem Homofobia, dia 28 de maio no Auditório Casa das Indústrias, 8:00 às 17:00

terça-feira, 27 de abril de 2010

Encontro de formadores discute sexualidade

segunda-feira, 26 de abril de 2010


Com o título “Orientação Sexual e Gênero” o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Étnico-racial (Neder) participou nesta segunda feira (26) de mais um Encontro dos Formadores, coordenado pelo Núcleo de Formação e Valorização da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A assistente social e professora da Ufal, Ana Maria Pereira, foi convidada para proferir a palestra e mediar os debates.



Segundo Rosário de Fátima, coordenadora do Neder, o estudo desta temática visa possibilitar maior conhecimento sobre o tema para que os formadores possam trabalhar o assunto adequadamente na sala de aula, tendo em vista ser esta uma situação que faz parte do cotidiano da escola. “Precisamos quebrar preconceitos e reorientar de maneira adequada à abordagem deste tema, pois a sociedade não é apenas heterossexual e todos precisamos compreender isso”, frisou Rosário.



Eudymar Floriano, coordenadora do Núcleo de Formação e Valorização da Semed, esclarece que as temáticas da formação continuada para 2010 permitirão uma reflexão das práticas de ensino e aprendizagem, ressaltando que será realizada durante todo o ano.

Além da palestra e discussão, os participantes receberam a cartilha Maceió sem homofobia, guia prático para a utilização do Decreto n° 7034/09, que regulamenta a Lei nº 4667/97. A capacitação continua nos dias 10 e 24 de maio com a ampliação da discussão de orientação sexual.



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poema para refletir

Para Refletir...

"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de

hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem

sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,

de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural

nada deve parecer impossível de mudar.

Bertold Brecht

terça-feira, 13 de abril de 2010

Semed apresenta Plano Nacional para ensino da cultura negra

terça-feira, 13 de abril de 2010





Formar alunos conscientes sobre a importância da convivência com a diversidade cultural, racial e sexual. É o que pretende a Secretaria Municipal de Educação (Semed) nas escolas que integram a rede municipal. Nesta terça-feira (13), aconteceu o Seminário sobre o Plano Nacional da Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Ético-Raciais. O evento foi realizado no auditório Paulo Freire, na Semed, e reuniu professores e coordenadores.


O documento apresentado aponta os caminhos para se aprimorar e ampliar o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em sala de aula. A apresentação da proposta, resultado de debates e discussões em nível nacional, foi feita pela assessora técnica da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Verônica Maia.





Durante sua palestra Verônica destacou a importância do plano e os desafios para a sua implementação. Como exemplo citou que no Brasil, ainda hoje, há discriminação até quando a pessoa morta é de cor negra. O mesmo problema se identifica quando a Justiça aplica suas sentenças. “Muitas vezes o mesmo crime, quando praticado por um negro costuma ter a pena mais severa”, destacou Verônica.




Na Semed, a temática é articulada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Diversidade Étinico-Racial (Neder). O setor tem promovido encontros e gerido a formação continuada de professores. Segundo sua coordenadora, Rosário de Fátima, o próximo passo será fazer o plano vigorar dentro das escolas. “Acreditamos na perspectiva de que esse trabalho seja mais espalhado na rede com ações pedagógicas, para que no futuro os alunos possam respeitar as diferenças e as particularidades um do outro”, acredita Rosário.



A unidade que mais constrói a identidade da cultura africana em sala de aula é a Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Conjunto Rosane Collor. Desde 1996 que os alunos participam de ações de valorização e afirmação das questões étnicas. “Somos a única escola onde até o aluno evangélico dança e se envolve com a cultura negra sem preconceito”, revelou a diretora da unidade Maria Edna Gonzaga.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Seminário de Implementação das Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnico-raciais, Dia: 13.04.2010, Horário: 8h às 12h e das 14h às 17h. Local: Auditório Paulo Freire.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A DIVERSIDADE NO CURRÍCULO ESCOLAR

Historicamente estamos vivendo um momento ímpar no que se refere à discussão da diversidade étnico-racial e da intensificação das ações baseadas em etnias.

Trata-se de uma proposta que apresenta estratégias de intervenção com vistas a reduzir os efeitos antidemocráticos dos processos de seleção e exclusão social impostos aos afro-brasileiros e indígenas e a promover a permanência bem sucedida dos estudantes, regularmente matriculados no Ensino Fundamental voltada para o desenvolvimento de sua identidade étnico/racial.




Alguns elementos marcam a nossa História, principalmente quando constatamos que muitas crianças matriculadas na rede não se consideram negras, no entanto observamos que aproximadamente 70% dos estudantes matriculados na rede municipal trazem consigo raízes africanas, o mesmo ocorrendo em relação a matriz indígena também presente na formação do povo alagoano. Ressalta-se também o referencial de beleza que a sociedade impõe, e que a escola não consegue fazer o recorte desta desmistificação dos afrodescendentes e indígenas.
Ficando clara a necessidade de se fortalecer este trabalho nas escolas da rede municipal, a partir do projeto político pedagógico da SEMED/Escolas, com o propósito de implantar/implementar uma ação contínua e sistemática da Secretaria Municipal de Educação de Maceió, no âmbito da educação das relações étnico-raciais, com ênfase para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena.


Nesse sentido, o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena se fará por diferentes meios, em atividades curriculares ou não, em que: - se explicite, busque compreender e interpretar, na perspectiva de quem o formule, diferentes formas de expressão e de organização de raciocínios e pensamentos de raiz das culturas africana e indígena; - promovam-se oportunidades de diálogo em que se conheçam, se ponham em comunicação diferentes sistemas simbólicos e estruturas conceituais, bem como se busquem formas de convivência respeitosa, além da construção de projeto de sociedade em que todos se sintam encorajados a expor, defender sua especificidade étnico-racial e a buscar garantias para que todos o façam; - sejam incentivadas atividades em que pessoas – estudantes, professores, servidores, integrantes da comunidade externa aos estabelecimentos de ensino – de diferentes culturas interatuem e se interpretem reciprocamente, respeitando os valores, visões de mundo, raciocínios e pensamentos subjetivos.


O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, evitando-se distorções, envolverá articulação entre passado, presente e futuro no âmbito de experiências, construções e pensamentos produzidos em diferentes circunstâncias e realidades dos povos negros e indígenas. É meio privilegiado para a educação das relações étnico-raciais e tem por objetivos o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros e indígenas, garantia de seus direitos de cidadãos, reconhecimento e igual valorização das raízes africanas e indígenas da nação brasileira, ao lado das européias e asiáticas.





A educação das relações étnico-raciais, tal como explicita o presente documento, se desenvolverão no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo das diversas áreas de conhecimento, particularmente, Arte, Literatura e História do Brasil, conforme ressalva a Lei 10.639/03 e 11645/08, podendo ser desenvolvidas em atividades curriculares ou não, trabalhos em salas de aula, nos laboratórios de ciências e de informática, na utilização de sala de leitura, biblioteca, brinquedoteca, áreas de recreação, quadra de esportes e outros ambientes escolares.



Entendendo, a partir de Tomaz Tadeu da Silva (1999), o “currículo como documento de identidade”, o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana abrangerá, entre outros conteúdos, iniciativas e organizações negras, incluindo a história dos quilombos, a começar pelo de Palmares, e de remanescentes de quilombos, que têm contribuído para o desenvolvimento de comunidades, bairros, localidades, municípios, regiões (Exemplos: associações negras recreativas, culturais, educativas, artísticas, de assistência, de pesquisa, irmandades religiosas, grupos do Movimento Negro), numa forma de dar visibilidade às matrizes étnicas geralmente ausentes num currículo.


Merece destaque, acontecimentos e realizações próprios de cada região e localidade do município de Maceió. Já em relação à História e Cultura Indígena, a proposta curricular não se fragmenta, tampouco, em um conjunto de disciplinas separadas e conteúdos desconexos, tão comum à escola em geral, na qual se obedece à rigidez da divisão dos conhecimentos em matérias estanques e à ordenação dos conteúdos sem conexão com a realidade vivida. Ao contrário, deve-se buscar relacionar o conhecimento escolar com a vida social, de forma que responda às demandas e expectativas de futuro daquela comunidade humana e às situações problemáticas encontradas em cada contexto particular. Articulam-se, dessa forma, entre si as áreas de conhecimento, os temas e os problemas relevantes socialmente, buscando-se propiciar um enfoque mais integrado do conhecimento escolar, relacionado à vida social e individual.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Fotos das Ações de Formação Continuada em 2005

Aula de Campo na Serra da Barriga com os/as professores/as da Rede Municipal de Educação de Maceió


























Histórico do NEDER

Considerando a diversidade da nossa sociedade como resultado da miscigenação, calar diante do racismo, é negar a importância do negro e do índio no processo de construção do Brasil.





Um trabalho de Formação Continuada se efetivou na Rede Municipal para professores(as) das diversas áreas do conhecimento através do Projeto Etnicidade e Relações Interétnicas.



Diante do interesse de professores(as) e técnicos da Secretaria Municipal de Educação de Maceió que vêm realizando estudos e pesquisas isoladas acerca da temática diversidade étnico-racial, propomos implantar e implementar um trabalho sistemático, e em grupo, de embasamento teórico da discussão étnico-racial, como suporte às pesquisas e à ação de educadores (as), que colabore efetivamente para mudança de paradigmas com relação à desigualdade racial presente na sociedade brasileira.



Secretaria Municipal de Educação a partir da publicação da portaria nº13 de 23 de Maio de 2005 criou o Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a diversidade étnico-racial que tem como meta reorientar a comunidade escolar resgatando posturas e valores em nossa prática pedagógica no sentido de valorizar a diversidade étnico-racial contribuindo positivamente na realidade vivenciada pela população negra da nossa sociedade.

O objetivo maior desse núcleo será com o direcionamento de ações a serem realizadas na Rede Municipal de Ensino de Maceió, orientando-as e apoiando-as a partir do reconhecimento das raízes do passado histórico brasileiro que levaram à exclusão social de negros e índios, sem esquecer da fomentação de espaços de debate, reflexão e pesquisa sobre a diversidade étnico-racial, que favoreçam a conscientização de educadores (as) quanto às diferenças étnico-raciais.