quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
III mostra de produção cultural afro é realizado na Semed
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Semed realiza palestra sobre comunidades negras quilombolas em Alagoas
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Diversidade Étnico-Racial (Neder) realizou uma palestra proferida pelo professor de ciências sociais, historiador e mestre, Cristiano Barros, que teve como tema, as comunidades negras quilombolas em Alagoas. A palestra realizada no auditório Paulo Freire na Semed, reuniu diretores, coordenadores e técnicos pedagógicos das unidades de ensino da rede municipal.
De acordo com a coordenadora do Neder, Rosário de Fátima, o objetivo do evento foi discutir a implementação da lei n.º 10.639/03 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira. “Pela lei, os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar de forma continua”, disse.
Rosário afirmou ainda, que o Neder vem realizando diversas ações sobre o tema, junto às escolas da rede municipal. “Entregamos cópia da lei e do plano nacional e de sua implementação nas nossas unidades de ensino. A proposta é ter um trabalho contínuo dentro do currículo pedagógico nas escolas”, comentou.
Em sua palestra, Cristiano Barros falou de sua experiência junto às comunidades quilombolas em Alagoas e mostrou a importância de sua certificação como sendo o primeiro passo oficial para a regulamentação dessas comunidades. “A Constituição Federal reconheceu oficialmente a existência dessas comunidades de quilombo, não só em Alagoas, mas em todo país, além do direito de seu povo adquirir oficialmente a posse de suas terras”, informou o professor.
Para Cristiano, o que característica hoje o quilombo é a transição de escravo para o camponês livre. “A sua caracterização advém da auto-caracterização, mas infelizmente, ainda hoje, as próprias pessoas que moram nessas comunidades não conhecem o termo quilombola”, disse.
Por fim, o palestrante afirmou que apoiados na nova conjuntura política, as comunidades remanescentes de quilombos ganharam força com a mudança constitucional no processo de regulamentação de suas terras. “Desde 1988, o Estado deve emitir o título das terras ocupadas pelos remanescentes de quilombos assegurando os títulos de posse às comunidades oriundas de antigos quilombos”, concluiu Cristiano.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Morre aos 97 anos no Rio o líder negro e ex-senador Abdias Nascimento
20:40 - 24/05/2011
Abdias Nascimento: cinzas virão para área do Quilombo dos Palmares
Morreu na noite desta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, o ativista do movimento negro Abdias do Nascimento, 97. Ex-deputado, secretário estadual e senador, Abdias foi também pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator.
Ele estava internado desde 15 de abril no Hospital do Servidor do Rio de Janeiro e morreu de insuficiência cardíaca, segundo a assessoria de imprensa do hospital.
De acordo com Ivanir dos Santos, conselheiro do Ceap (Centro de Articulação de Populações Marginalizadas) e amigo pessoal de Abdias, o ativista foi internado por complicações de diabetes.
Segundo informações divulgadas à noite, a família deverá trazer as cinzas para Alagoas. Elas ficarão na Serra da Barriga, o local do histórico Quilombo dos Palmares.
Sua defesa dos direitos humanos dos afrodescendentes lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2010.
Em março deste ano, ele esteve entre as lideranças negras convidadas para o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, Nascimento afirmou : "a visita do Obama é importantíssima para aprofundar as relações entre o Brasil e os EUA. O fato deles terem eleito um presidente negro é uma lição para o Brasil".
Foi dele a sugestão de instituir, em São Paulo, o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro desde 2006.
Política
Abdias do Nascimento foi o primeiro deputado federal do país a se dedicar à defesa dos direitos dos afro-brasileiros, de acordo com o PDT, sigla que o ativista representou no Congresso. Ele assumiu o cargo em 1983, eleito pelo Rio de Janeiro. Em seu mandato de quatro anos, segundo dados da Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros), foi de autoria de Nascimento o primeiro projeto de lei de políticas públicas afirmativas da história do Brasil.
O ativista também foi suplente de antropólogo Darcy Ribeiro no Senado e assumiu a cadeira entre 1991 e 1992 e de 1997 a 1999.
Abdias nasceu em 14 de março de 1914 na cidade de Franca, localizada no interior de São Paulo, a 400 km da capital. Filho de uma doceira e de um sapateiro, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde se formou em economia.
Começou a militar na década de 30, quando ingressou na Frente Negra Brasileira. Em uma viagem pela América do Sul com um grupo de poetas, assistiu a um espetáculo onde um ator branco pintava o rosto para interpretar um negro.
O episódio marcou Abdias e o levou a fundar o Teatro Experimental do Negro, em 1994, após ter cumprido pena na penitenciária do Carandiruo, preso pelo governo de Getúlio Vargas por resistir a agressões racistas.
O Teatro Experimental do Negro formou a primeira geração de atores e atrizes afrodescendentes do Brasil, e também contribuiu para a criação da literurgia dramática afro-brasileira.
Abdias se encontrava nos Estados Unidos quando o regime militar promulgou o Ato Institucional nº 5 e, por causa de diversos inquéritos policiais dos quais era alvo, foi impedido de retornar ao Brasil.
Seu exílio durou 12 anos.
Além do Teatro Experimental do Negro, o legado de Abdias inclui também o Ipeafro, fundado por ele em 1981, o jornal "Quilombo", criado em 1968 e mais de 20 livros publicados durante várias décadas.
Além da indicação ao Prêmio Nobel da paz, Abdias recebeu honrarias dos Estados Unidos, Nigéria, México, Unesco e ONU. No Brasil, recebeu das mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ordem do Rio Branco, no grau de Comendador --a honraria mais alta outorgada pelo governo brasileiro.
Fonte: UOL
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Quarta-feira, 23 de março de 2011
A Secretaria Municipal de Educação de Maceió, através do Núcleo de Estudo e Pesquisa sobre a Diversidade Étnico-Racial/NEDER realizou, nesta quarta-feira, uma palestra em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, com a seguinte temática: A mulher na Sociedade Contemporânea: Trajetórias de Vida e Identidade Étnico-Racial.
O evento contou com a participação de alguns dirigentes e coordenadores das escolas de nossa rede, a Diretoria Geral de Ensino, formadores e técnicos. Na abertura, houve a apresentação do espetáculo Nyemba (que significa semente), somado a declamação do Poema Todas as vidas, de Cora Coralina, pelo professor/técnico Paulo Roberto dos Santos.
Seguindo a proposta do momento, foi proferida a Palestra pelas professoras, Nanci Helena Rebouças Franco, Doutora do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas, e Raquel Xucuru-Kariri, líder indígena da Nação Xucuru-Kariri de Palmeira dos Índios, onde falaram de suas trajetórias de vidas, destacando sua identidade negra e indígena respectivamente, as palestrantes também abordaram questões pertinentes às políticas públicas para mulheres, bem como o gênero no espaço escolar.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
terça-feira, 22 de março de 2011
Espetáculo "Nyemba" se apresenta no Sesc Centro
terça-feira, 22 de março de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Escola Luiz Calheiros realiza planejamento para 2011
discute o Ensino Religioso na educação infantil
De acordo com ela, a diversidade religiosa precisa ser trabalhada nas quatro matrizes: africana, ocidental, oriental e indígena. “Pelo nível dos alunos, temos que elaborar bem essa questão”, completa Genusa Lima. Por outro lado, os termos do ECA precisam ser melhor dissecados entre a equipe pedagógica devido aos vários assuntos nele contido e a sua aplicação principal, que é a defesa da criança e do adolescente.
O ensino infantil atende a crianças até os cinco anos de idade. Atualmente, a escola Luiz Calheiros Júnior possui cerca de 200 alunos matriculados para frequentarem as aulas que se iniciam no próximo dia (15). “Nessa data, os alunos serão recebidos com festa, animação e a presença de palhaços. É uma forma de estimulá-los”, considera a professora Genusa Lima.





