terça-feira, 25 de maio de 2010

Escola Zumbi realiza VI Seminário 13 de Maio

segunda-feira, 24 de maio de 2010




Arte e debate foram as estratégias adotadas no VI Seminário 13 de maio, realizado pela Escola Municipal Zumbi dos Palmares,no último sábado, para discutir a situação do negro na sociedade. Para contextualizar e aproximar as discussões os professores usaram como referência a situação da África do Sul, atual sede da Copa do Mundo.




Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) a direção mobilizou alunos e todos os professores da unidade. O empenho do grupo estava na decoração do ambiente com a exposição de trabalhos elaborados em sala de aula, bem como a presença de elementos artesanais alusivos a cultura negra.





Antes das palestras, professores apresentaram uma dramatização que explorou situações do contidiano, onde aconteciam manifestações racistas. Com uma linguagem simples e envolvente o público interagiu e identificou como o racismo ainda persiste na sociedade.




As discussões ficaram por conta da palestra dos professores Jeruza Louzada Duarte e do africano, professor da Faculdade Maurício de Nassau, Orlando Mendonça, que nasceu em Guiné Bissau. A professora destacou aspectos culturais e econômicos da África do Sul desde a época do regime de segregação racial, até os dias atuais. Já Orlando mostrou imagens e fez um relato do período em que esteve morando em seu país.

Na Zumbi dos Palmares a temática da cultura negra está agregada ao seu projeto pedagógico desde a sua criação. Antes mesmo da instituição da lei nº 10.639, agora modificada para lei nº 11.645/2008, que determina a obrigatoriedade do ensino da história afro-brasileira e índigena, os alunos já eram estimulados a integrarem grupos afros e debaterem a cultura negra.

Por conta do envolvimento social e da intervenção que faz junto à comunidade, um dos sonhos dos docentes é contar com um auditório. Com esta estrutura seria possível atrair e promover mais discussões, além de ampliar a participação das artes cênicas como elemento de formação.

Escola Paulo Bandeira implementa ações de valorização à Diversidade Étnico-Raciais

segunda-feira, 24 de maio de 2010




Se depender dos professores e funcionários da Escola de Ensino Fundamental Paulo Bandeira, no Benedito Bentes, os alunos desta unidade serão instruídos da melhor forma a lidar com as diferenças, em se tratando da questão, étnico-raciais, no ambiente escolar. A formação que receberam sobre o assunto vai possibilitar que professores e funcionários incluam na prática pedagógica ações que visam valorizar a cultura afro-brasileira e combater atos anti-racistas na escola.

A diversidade Ètnico Racial é tratada pela escola como um assunto sério que merece atenção especial. Sendo assim, o primeiro passo foi sensibilizar a comunidade escolar para trabalhar o assunto de forma interdisciplinar. A Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa da Diversidade Étnico Racial da Semed, Rosário de Fátima, disse que a formação teve a intenção de qualificar os educadores a trabalhar a diversidade étnica racial no contexto da sala de aula de forma planejada e didática.

“A preocupação da coordenação da escola diz respeito como os professores devem trabalhar a temática no fazer pedagógico”, destaca Rosário. Com base na Lei Nº 10.639 que trata das relações étnico-raciais que se propõe eliminar discriminações e preconceitos na escola, a coordenadora apresentou um projeto que implementa essa missão. O projeto, segundo ela, convida a comunidade escolar a se envolver com a causa, na tentativa de promover a inclusão social e cidadania no sistema educacional.

“Esse momento é uma ação de implementação desse plano”, diz Rosário fazendo alusão a lei das relações étnica raciais. “Trabalhar a questão étnico racial não é só papel do professor, mas de todos os integrantes da escola”, reforçando a tese de que todos os membros da escola devem propiciar aos alunos um lugar acolhedor com o intuito de construir a cidadania, valendo–se de estratégias para combater o preconceito a discriminação e o racismo.

O projeto esclareceu dúvidas freqüentes de como trazer para sala de aula o tema sobre uma seqüência didática, ”Teorizar é uma coisa, mas trazer pra prática é outra”, questiona a coordenadora. Sobretudo a idéia inicial do projeto é fazer um diagnóstico do aluno- traçar um perfil- para que possa conhecê-lo melhor e em cima disso elaborar estratégia de ação para combater possível ato discriminatório. Para isso os educadores poderão utilizar de alguns matérias didáticos como vídeos, livros, murais e demais planos.

A professora, Silvanei de Lima de Alcântara, do 3ª ano(2ª série) considerou importante o conhecimento sobre a prática da diversidade étnico racial no âmbito da sala de aula, “Esclareceu bastante minhas dúvidas. Não sabia como planejar. Não sabia como trabalhar isso no planejamento das aulas”, ressalta, analisando a importância da inclusão social de alunos sobre essa problemática.

5º Aniversário do NEDER com o I Seminário Municipal Por uma Escola sem Homofobia, dia 28 de maio no Auditório Casa das Indústrias, 8:00 às 17:00